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30 de janeiro de 2018

Inteligência Artificial: mercado de US$ 2 trilhões previsto pela IBM ganha cada vez mais robustez

Processos de tomada de decisão vinculados à Inteligência Artificial estão cada vez mais visíveis, conforme pode ser visto na última CES.

O destaque dado para a Inteligência Artificial no Consumer Eletronics Show (CES), ocorrido nos últimos dias em Las Vegas, é a confirmação de previsões que já vinham sendo feitas ao longo dos últimos dois anos, mas que lá atrás ainda despertavam certo ceticismo nas pessoas. Há dois anos, quando a chefe executiva da IBM, Ginni Rometty, afirmou que a empresa enxergava um mercado de US$ 2 trilhões em tomada de decisões envolvendo IA no espaço de uma década, alguns receberam a informação com certa desconfiança.

Hoje, o mercado percebe que esse tipo de tecnologia está cada vez mais próxima e presente em nosso cotidiano, ainda que nem sempre nós percebamos isso com facilidade. O grande desafio que as empresas enfrentam hoje é galgar espaço de destaque em meio a um mercado que ainda está se inventando e explorando a infinidade de possibilidades que estão adiante.

Como a própria CEO destacou quando foi questionada de onde surgiriam esses US$ 2 trilhões, mencionados, a Inteligência Artificial não está roubando espaço de nenhuma tecnologia já existente, ela está criando novos valores. Por isso seu potencial tão grande e como pode ser, ao mesmo tempo, motivo de entusiasmo para empresas dispostas a investir nesse segmento, como de temor para aquelas que se mostram relutantes a conhecer melhor esse universo. Sem familiaridade com o tema, será difícil sobreviver no mercado de tecnologia daqui em diante.

Para entender melhor, na prática, como as gigantes de tecnologia vem se posicionando quanto a isso, vale a pena citar aqui o lançamento da Intel na CES, o “Loihi”, um processador neuromórfico baseado em machine learning. O aplicação desse tipo de tecnologia de autoaprendizagem já nem pode ser considerada novidade, mas o diferencial do produto é sua capacidade de aprender sem precisar de grande quantidade de dados. A empresa promete colocar o processador disponível para fins de pesquisa ainda esse ano e o produto deve ser usado, inicialmente, em robôs e carros autônomos. Isso remonta as discussões sobre um futuro com veículos circulando sem a necessidade de um motorista. Pois bem, esse já um passo que está sendo dado para que esse futuro esteja mais próximo da realidade.

Há dois anos, a IBM já deu um passo que pode ser fundamental para a tomada de decisões no futuro. De olhos bem atentos à revolução silenciosa que vem sendo feita por meio da Inteligência Artificial, comprou a Weather Co., já pensando em como explorar a IA para previsão do tempo. Com base em definições climáticas cada vez mais antecipadas e precisas, o mercado de seguros, por exemplo, poderia economizar milhões em um futuro muito próximo.

A indústria pesada e manufatureira também pode se beneficiar muito com a inclusão da tecnologia, conforme pontuado em publicação da Fortune. Já existem projetos para a inclusão de sensores inteligentes na cadeia produtiva, de modo a darem feedbacks constantes sobre o maquinário. Dessa forma, qualquer tipo de intervenção poderia ser feita antes mesmo de um equipamento apresentar defeito. Além disso a publicação reforça que é possível se valer da IA para economizar no segmento de Supply Chain, pesquisa e desenvolvimento, entre outros processos industriais – constatação que já é uma realidade para os clientes atendidos pela Tevec.

 


 

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