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7 de dezembro de 2017

Estudo do MIT mostra fragilidade das empresas para compreensão de Inteligência Artificial

O tema Inteligência Artificial não é mais novidade para empresas e profissionais de tecnologia. No entanto, tendo em vista que a certeza de seu crescimento nos próximos anos é algo incontestável, por que tantas empresas ainda tratam IA como algo tão abstrato?

A percepção que temos quando visitamos clientes e explicamos os processos de IA para otimizar a distribuição logística, prever demanda com mais eficiência e prospectar o futuro com mais segurança, é de que ainda falta muito conhecimento do mercado sobre o tema.

Chama atenção ainda o fato de que nossa percepção é ratificada por um estudo recente realizado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) em parceria com o The Boston Consulting Group. O foco da pesquisa foi avaliar o nível de entrosamento das empresas com Inteligência Artificial.

De fato, dos cerca de 3 mil entrevistados na pesquisa, 85% disseram acreditar que a Inteligência Artificial será responsável por gerar uma enorme vantagem competitiva para as empresas. No entanto, somente uma a cada cinco empresas incorporou IA em seus processos. Mais além, apenas uma a cada 20 empresas abraçou a IA de forma extensiva em seus processos. Ainda segundo o estudo, menos de 39% das empresas ouvidas possuem uma estratégia de IA em curso. O MIT apontou ainda que as empresas com mais de 100 mil empregados têm maior probabilidade de contarem com o suporte de IA, mas somente metade das entrevistadas já investiram nesse tipo de tecnologia.

Ou seja, em suma, o tema ainda reside em uma esfera muito mais abstrata do que prática. Além disso, ainda há muita confusão em entender as diretrizes que precisam ser adotadas para desenvolver a Inteligência Artificial. Os algoritmos não nascem prontos para decifrar os desafios de cada empresa, eles se alimentam de uma infinidade de dados para construir uma análise sólida daquilo que a empresa precisa. É preciso que as empresas entendam que este é um processo contínuo e que depende de engajamento dos decisores e de um esforço de desenvolvimento.

Enquanto algumas empresas investem em talentos para a construção de uma estrutura robusta para a análise desses dados, outras ainda pecam por não possuírem expertise técnica para exploração dos dados. Em outras palavras, é como ter uma biblioteca imensa à disposição, mas não saber ler.

As perspectivas para o futuro são otimistas, mas é preciso maior engajamento das empresas em fazer uma imersão mais intensa sobre o tema e entender, de fato, como começar a aplicar a Inteligência Artificial no cerne de seus planejamentos desde já. Relatório recente elaborado pela consultoria Gartner, o qual aponta as 10 principais tendências tecnológicas para 2018, indica que a capacidade de usar a IA para aprimorar o processo de tomada de decisão nos negócios, e também para melhorar a experiência dos clientes, será um dos principais pontos para geração de lucro das empresas até 2025.

No entanto, a consultoria deixa o alerta: para que isso se concretize, será preciso que as organizações aumentem o investimento em processos e ferramentas para a construção de sistemas mais sólidos. Ainda hoje paira a ideia de que a Inteligência Artificial funciona como mágica e que é capaz de transformar a realidade de uma empresa instantaneamente. É preciso desfazer esse mito e trabalhar em cima de desenvolvimento e avanço das ferramentas de IA. Existe um amplo espaço de possibilidades, mas é preciso mais aprofundamento no tema para que as empresas usufruam ao máximo o que a IA pode proporcionar.

 


 

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