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9 de janeiro de 2018

Inteligência Artificial é a solução para o crescimento das economias sul-americanas

Em um contexto em que se discute os desafios para o crescimento econômico, os países sul-americanos deveriam focar suas atenções para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) como forma de se destacarem no cenário mundial. Estudo recente feito pela Accenture com 12 economias desenvolvidas apontou que a IA pode duplicar as taxas de crescimento econômico até 2035.

Quando consideramos essa avaliação, não estamos falando meramente sobre elevação de indicadores. A ideia aqui é refletir sobre um crescimento estruturado, de observarmos, por exemplo, a melhoria da produtividade da mão de obra. Esse é, inclusive, um fator crucial para o cenário brasileiro. Dados sobre produtividade levantados pela Conference Board, organização americana formada por 1.200 empresas públicas e privadas espalhadas em 60 países, apontam que são necessários quatro brasileiros para fazer o que um americano faz.

Conforme as projeções da Accenture, o impacto provocado pela aplicação de Inteligência Artificial nas empresas seria responsável por um aumento da produtividade da força de trabalho em até 40%. Somente nos Estados Unidos, por exemplo, a projeção é de um aumento de 35% na produtividade. No Japão, o percentual esperado é semelhante: 34%.

Promovendo o crescimento

O estudo aponta os principais eixos de atuação da IA para promover o crescimento. O primeiro deles diz respeito a uma mudança de paradigma no processo de automatização. Não estamos falando aqui de sistemas de automatizações tradicionais. A grande força da IA é sua possibilidade de automatizar processos complexos que exigem capacidade de adaptação, agilidade e auto-aprendizagem. É justamente dessa forma que ela é capaz de otimizar o tempo do trabalhador.

Dessa maneira, a IA abre espaço para que a mão de obra seja utilizada de forma mais eficiente e mais focada em inovação. Essa, inclusive, é uma das premissas da IA que pouco é colocada em voga: seu potencial para incentivar a inovação na economia, de um modo geral. O híbrido gerado entre tecnologia e mão de obra é o que faz com que a IA tenha tanto potencial para acelerar o crescimento econômico dos países.

Para que essas projeções positivas se concretizem, no entanto, é preciso focar em alguns eixos no presente. O estudo aponta, por exemplo, a necessidade de preparar essa geração e as próximas para integrarem a inteligência humana e a da máquina, além de reforçarem a premissa de que o papel do ser humano sempre será crucial para que essa integração se dê de uma maneira harmônica. Reforçar esse entendimento é importante para que não haja receio no desenvolvimento da IA.

Intensificar os processos de regulamentação. É preciso pensar em mecanismos legais adaptáveis, a fim de acompanharem os processos de auto aperfeiçoamento previstos com a aplicação deste tipo de tecnologia. O avanço da IA e a regulamentação devem caminhar no mesmo eixo, para que não haja lacunas no processo de desenvolvimento. Isso, obviamente, deve vir acompanhado de um debate ético sobre os limites e melhorias no processo de utilização de máquinas inteligentes. Por fim, é preciso reforçar a necessidade de transparência sobre os benefícios e desvantagens advindos da aplicação de IA.

Pensar nessas premissas no momento presente não é uma recomendação baseada em suposições infundadas. O estudo mostra, de forma bem concreta e objetiva, o potencial que essa tecnologia tem para transformar a economia mundial de um modo positivo.

 


 

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