Close

3 de janeiro de 2018

Qual é o cenário do mercado para um jovem que deseja se tornar um cientista de dados?

Não há como negar a força que um cientista de dados tem hoje no mercado. Ao passo que essa é uma demanda atual das grandes empresas, falta ainda mão de obra especializada abundante para preencher essa necessidade. Pelo ponto de vista profissional, o momento é mais do que perfeito para que profissionais de ciências exatas interessados no tema se apressem em buscar mais conhecimento especializado.

Enquanto o relatório deste ano elaborado pela Gartner prevê que 80% das grandes empresas terão um departamento de diretoria  de dados totalmente implementado até 2020, outro levantamento do McKinsey Global Institute, feito em 2015, apontava que até 2018 existiria um déficit de de 140 a 190 mil profissionais em análise de dados, somente nos Estados Unidos. Além disso, previu ainda um déficit de 1,5 milhão de gerentes e analistas com conhecimento suficiente em Big Data para uma tomada de decisão de forma efetiva.

Ou seja, é notável que há uma lacuna muito grande, ainda no curto prazo, em relação às necessidades do mercado e a mão de obra especializada disponível. Neste sentido, vale observar o que vem sendo desenvolvido no ambiente acadêmico para que essas distâncias se encurtem. No Brasil, o jovem que tem interesse em ampliar os conhecimentos nessa área ainda não pode contar com muitas opções. O mercado oferece poucas especializações e cursos de curta duração, mas ainda não existem cursos de graduação em Ciência de Dados abertos no país. A constatação é preocupante, tendo em vista que a profissão de cientista de dados foi considerada uma das mais promissoras pelo Fórum Econômico Mundial. Vale acrescentar ainda que MBAs, pós-graduações e mestrados nessa área são oferecidos por instituições privadas.

Nos Estados Unidos, o caminho ainda é incipiente, mas há um investimento mais substancial por parte das universidades. O primeiro mestrado em Análise de Dados da história foi aberto na Universidade Estadual da Carolina do Norte. A instituição desenvolveu ainda um Instituto de Análise Avançada, cuja missão é formar os melhores profissionais de análise do mundo.

Na Universidade da Califórnia em San Diego, é possível fazer um curso de graduação e um complementar em ciência de dados. Com o apoio e doações de ex-alunos, a universidade também desenvolveu um instituto de ciência de dados. Seguindo o fluxo, as unidades da Universidade da Califórnia em Berkeley, Davis e Santa Cruz ampliaram a gama de cursos de análise e ciência de dados para os alunos e a demanda foi maior do que o esperado.

Tendo em vista a urgência do mercado em contar com profissionais especializados em análise dados – a PwC estima que, até 2021, 69% das empresas exigirão domínio em análise e ciência de dados aos candidatos a emprego -, os jovens brasileiros interessados na área sofrem a desvantagem da escassez de cursos disponíveis. Por outro lado, isso não deve servir como desmotivação para o investimento na carreira. Justamente pela falta de mão de obra disponível e alta demanda por parte das grandes empresas, os profissionais que buscarem se especializar cada vez mais, neste momento, terão mais chances de ocupar postos mais altos e melhor remunerados.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bitnami